Amamentar é um ato de amor

Amamentar

Foto: Google

Segundo a Organização Mundial de Saúde o bebê deve ser amamentado exclusivamente ao seio até os 6 meses de idade (não necessitando de água ou chás). O leite materno continua sendo fonte principal de alimentação até 1 ano, e complemento até os 2 anos ou mais.

As pesquisas mostram que os bebês amamentados ao seio são mais inteligentes, o contato físico entre o bebê e a mãe facilita o relacionamento futuro desta criança com as outras pessoas e diminui o risco de adoecer.

Cerca de 80% do leite materno é produzido durante a mamada, isso significa que o peito é fábrica e não depósito, não existe leite fraco, nem leite ruim, o que existe é uma cultura que precisa ser desmistificada, pouquíssimas mulheres realmente têm algum problema que pode impedir ou dificultar a amamentação, mas muito do que as mães passam é por falta de apoio dos familiares e amigos, e principalmente falta de informação e apoio de profissionais que deveriam estar preparados para ajudar nesse momento. Por Débora Almeida – Graduanda em Nutrição.

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MITO: Não existe leite fraco

* Além das quantidades de proteínas, gorduras, vitaminas, entre outros serem diferentes e específicas para cada espécie, as imunoglobulinas, substâncias de proteção ao organismo, também são específicas, por isso um leite de vaca não pode prover proteção imunológica ao bebê humano.

* A quantidade de água é diferente e também específica para as necessidades de cada espécie, assim como o tipo de proteína, por isso muitos bebês humanos desenvolvem a alergia à proteína do leite de vaca (APLV) ao ingerirem leites artificiais à base desse tipo de leite. Além de alergia, a proteína é de difícil digestão e por isso um bebê humano dorme por horas após se alimentar com leite artificial e isso não quer dizer que ele esteja bem nutrido.

* O leite materno possui todas as substâncias em quantidade e qualidade que os bebês humanos necessitam: nem mais nem menos. A digestão é fácil, rápida, tudo é aproveitado. Todas as doenças que a mãe teve durante a sua vida e todas as bactérias e vírus que entram em contato com ela são combatidos no seu organismo por meio da produção de anticorpos que passam pelo leite e protegem seu bebê, que tem o sistema imunológico incompleto até aproximadamente 2 anos de idade.

* Um bebê amamentado exclusivamente mama com maior frequência exatamente pela fácil e rápida digestão e pelo aproveitamento total das substâncias contidas no leite materno. Isso não quer dizer que o leite seja fraco, mas é perfeito para ele.

Fonte: http://prolactare.com/todos/desconstruindo-mitos-da-amamentacao-leite-fraco

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Colostro, leite anterior e posterior

Leite materno

Foto: Google

O colostro é um fluido muito líquido, amarelado e quase transparente, que é produzido pela mama, antes do leite materno propriamente dito, e deve ser dado ao bebê, o mais cedo possível. Trata-se de um líquido muito rico em proteínas, água e gorduras essenciais – nutricionalmente adaptado às necessidades do recém-nascido.

A importância deste líquido prende-se com o reforço do sistema imunitário do recém-nascido. O colostro está repleto de anticorpos produzimos pela mãe, que transmitem ao bebê a informação sobre todos os microorganismo com os quais a mãe entrou em contato durante toda a sua vida, protegendo assim o seu recém-nascido. Esta informação é altamente personalizada e impossível de copiar ou adivinhar – um verdadeiro “tesouro de família”.

O colostro está ainda repleto de compostos que vão preparar o intestino do bebê para receber o leite materno, pois possui fatores protetores da parede intestinal e, além disso, é o colostro que estimula a produção e subida do leite ao fim de 3-4dias.

fonte: http://www.conversascombarriguinhas.pt/artigos/cat/103

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O leite anterior, como o próprio nome diz é o leite que sai logo no início da mamada, aquele mais clarinho. É rico em fatores de proteção (células, como os macrófagos, imunoglobulinas e outros, responsáveis pela proteção do sistema imunológico do bebê), água para hidratação do bebê, e açúcar dar energia.

O leite posterior vem em seguida e é rico, principalmente em gorduras e proteínas, que fornecem calorias para o ganho de peso do bebê e que auxilia no crescimento de ossos, músculos e pele, como de todo organismo.

Não existe tempo exato para diferencia-los. O recomendado é que o bebê sugue bem o peito para que ele receba o leite posterior, quando o bebê já mama com mais eficiência o tempo da mamada diminui e ele consegue chegar ao leite posterior mais rápido, a mãe também pode tirar um pouco do leite anterior fazendo uma ordenha manual, para que o bebê chegue ao leite posterior mais rápido (em casos onde o bebê não consegue mamar todo leite da outra mama), assim recebendo maior quantidade de gordura. É recomendado dar as duas mamas durante a mamada, pois o bebê consegue estimular a produção de leite com a sucção, quando você perceber que a mama está macia e que o bebê conseguiu sugar boa parte do leite, mude deposição para que ele receba mais leite com gordura da outra mama. Caso ainda surjam dúvidas visite um pediatra especializado em amamentação, ou outro profissional especializado é que poderá determinar este andamento. (Geralmente nutricionistas, fonoaudiólogos, enfermeiras e doulas, todos esses profissionais se forem especializados em consultoria de amamentação podem auxiliar uma mãe durante os primeiros dias do pós parto, ou em eventuais problemas e dúvidas que possam vir acontecer)

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Posição e Pega

Bebê

Foto: Google

Para o sucesso do aleitamento materno é de suma importância a posição do recém-nascido e a pega correta do peito. A pega está correta quando o recém-nascido abocanha uma boa parte da aréola: assim ele consegue colocar o seio mais profundamente na boca e fazer movimentos ritmados com a língua contra a superfície, sugando o leite de forma eficiente. Para que a pega seja correta, a boca do bebê deve envolver a maior parte possível da aréola (parte mais escura do seio) e não apenas o mamilo (bico).

Na pega correta a boca do bebê fica bem aberta, com as bochechas arredondadas, queixo encostado na mama e o lábio inferior voltado para fora, lembrar disso a todo instante durante as mamadas ajuda a gente a saber se está tudo indo bem. Uma dica: quando a pega é correta, você sente alívio e não dor, você sente o seio esvaziar, às vezes vê leite escorrer no cantinho da boca do neném, percebe ele engolindo depois de sugar (num ritmo constante), e você não fica com rachaduras no mamilo. Observe a foto.

Segue link de um vídeo curtinho, mas que pode auxiliar na pega correta do bebê ao peito: https://www.youtube.com/watch?v=scsAp3CaKfA

Por Débora Almeida – Graduanda em Nutrição

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