” Empreendedorismo materno: nossa força é imensurável “, escrito por Mah Menezes

Em tempos difíceis, quando menos esperamos, podemos ter surpresas que dificultem ainda mais o que já está complicado de manter e é por isso que nos chamamos Mães. 
Nossa força é imensurável.

Retornei ao trabalho quando meu filho tinha 3 meses e diariamente, as 6 da manhã, acordava meu pequeno bebê de seu sono quentinho. 

Chuva ou sol o deixávamos em seu destino as 7 da manhã (dormindo) e o buscávamos as 19 hs (dormindo).

Meu coração vivia apertado, o meu colo não era o preferido dele, aliás, ele trocava o meu colo por qualquer outro. 

Não o levei pra conhecer o papai noel, tampouco presenciava suas descobertas, sua primeira comidinha, sua primeira água. 

Depois de 3 meses ao retorno ao trabalho fui demitida pelo meu empregador.

Me senti perdida, apavorada e porque não injustiçada, com um bebê de 6 meses em casa que precisava de mim e de toda estrutura que um filho requer.

Percebi que nós (mulheres de maneira especial) somos prejudicadas. 

Para completar, 6 meses depois, meu marido também foi demitido

E agora? Parte I

Como vamos sustentar nosso filho? 

Juntei todas as roupas que não nos serviam mais (emagreci 40kg) e abri um brechó temporário para conseguir alguma renda para nossa família.
Depois de 3 meses o brechó fechou. Eu estava trabalhando sem amor, com algo que não sei fazer. Não sei vender, insistir, enfim… não é pra mim.

E agora? Parte II
O que vou fazer? 

Todo valor da rescisão foi destinada a quitação de dívidas antigas e pasmem, não foi para quitar a casa própria.
O envio incessante de currículos não tinha retorno algum. 

Chamei a Daniela Garcia e disse: – Preciso trabalhar, tô apavorada, não gostariam de fazer um sorteio com algum produto do Design Bárbaro?
O Design Bárbaro existe ha 5 anos mas tava lá quietinho, escondidinho, não era nossa fonte de renda.

E para minha alegre surpresa ela me recebeu com todo carinho de braços abertos e em comum acordo entre as moderadoras, colocaram um quadrinho de nascimento disponível para sorteio em uma das ações que o clube estava promovendo.
A mãe sorteada foi a Tati Gallo que hoje faz parte do Mães Empreendedoras.

Mas vamos voltar a parte do “E agora?”
O nada (que hoje eu chamaria de tudo) que restou, foi investido em uma sala comercial, a qual chamaríamos de estúdio.
Com o tempo fomos ficando mais seguros, mais fortes e hoje queremos ajudar quem está passando pelo mesmo que passamos um dia.
Precisamos fortalecer o comércio/empreender materno comprando de outras mães que estão se virando nos 30, assim como cada uma de nós. Juntas somos mais fortes.
Não é fácil ser mãe e pai, não é fácil arrumar um emprego após a maternidade. Passe mais tempo com quem é importante pra você, invista em seu próprio negócio!
Hoje trabalhamos mais e muitas vezes em horários alternativos, mesmo assim permanecemos mais tempo juntos ao nosso filho e acompanhamos etapas que fatalmente passariam despercebidas por nós. Certamente nos fariam falta.
  
Mah Menezes , designer e mãe do Gabriel 1 ano 10 meses.

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