Puerpério

Andressa mãe de trêsE daí que estou aqui tentando encontrar a identidade que se foi com minha ultima gestação, será que foi embora qdo pari? Tenho me sentido estranha, mais do que nos puerpérios anteriores. Meu corpo mudou e isso não é de todo ruim, mas minhas rupas já não me gostam mais. Eu que sempre tive um estilo diferente, que gostava de me vestir de um jeito só meu, me pego o dia inteiro de pijama, porque é mais confortável e também pq é mais pratico! Mas meus pijamas não são bonitos, nem estilosos, muito menos sexy. Eu que sempre adorei me maquiar, arrumar meu cabelo, estou aqui tentando me encontrar, me reencontrar, descobrir que mulher virei depois desse parto! Sim parir o Noah foi transformador, mas transformador de que modo, pra onde foi aquela mulher que eu era, que eu gostava? Me amo do jeitinho que estou, sinto orgulho de mim e da família que tenho. Me orgulho da mãe que sou, mesmo qdo erro, pois já aprendi que errar faz parte e que muitos erros ainda virão. Mas que mulher eu sou hoje? Não sei! Sei quem é a mãe Andressa, e, hoje, isso me basta. Por quanto tempo vai ser assim não sei, mas está me fazendo feliz cuidar deles!
Hoje, pela primeira vez desde que o Noah nasceu, consegui fazer minhas unhas (não pq não consegui antes, mas pq não senti vontade antes). Demorei cerca de 3 horas, mas estava determinada! Fiz e ficou bom, mas na hora de escolher o esmalte: cadê os mais de 100 esmaltes q eu tinha? Ah, dei todos! Fiquei com poucos, o suficiente. Então, vou escolher a cor e PAH! Não, não! Escolhi uma cor neutra um pouco mais escura que um nude, discreta! A Andressa de antes não tinha nada de discreta, mas as vezes é bom se reservar, se esconder pra observar melhor!
E daí, depois de fazer a unhas e ficar bem feliz com meu esmalte discretinho, me dou conta que faz uns 2 dias que não lavo o cabelo!! Como assim? Bom, de hoje não passa!
Nem a lente de contato tenho colocado, pq dá preguiça. Preguiça não, né? Cansaço mesmo! Amamento exclusivo e em livre demanda, o que é bem cansativo na maioria das vezes.
Tenho que fazer uma limpa no meu guarda roupa, abrir espaço pra roupas novas, roupas que me caibam, que me deixem bem e me façam bem! Desse findi, não passa!
Escrevendo esse texto, que pode não fazer sentido pra mais ninguém a não ser pra mim, eu consegui descobrir um pouquinho de onde está a Andressa. A mulher , não a Mãe. Ela está guardadinha aqui dentro, escondida atrás do meu cansaço, mas fiquei feliz em saber que ela não foi embora e que com o tempo ela volta!
Sei que esses sentimentos passam na cabeça de muitas mães, e isso é completamente normal. Espero que muitas se identifiquem e aceitem que esse é um momento único e que passa, que melhora, que tudo que passamos tem um por que e pra que, que depois de passarmos pelo puerpério nos tornamos pessoas melhores, mais doces e receptivas!
A maternidade vem com uma carga muito grande, mas é o esforço mais bem pago do mundo!
Afirmei hoje que eu nasci pra ser mãe!

Andressa, mãe de três (Clarissa 9anos, Benjamin 2anos 10 meses e Noah 3messes e 19dias)

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