Uma mudança de vida após o nascimento do primeiro filho:

Sempre sonhei em ser mãe e idealizei este momento por muito tempo. Quando realmente me posicionei e decidi ter um filho, decidi também que faria diferente, que estaria presente na vida dele, que presenciaria o primeiro sorriso, a primeira risadinha, a primeira engatinhada e roladinha, os primeiros balbucios, as gargalhadas, a comidinha, o primeiro carinho, em fim. Planejei os cuidados com a alimentação, a interação com meu filho, os estímulos, as brincadeiras, pensei nas músicas, nas conversas, nas explicações sobre a vida.
Sonhei em amamentar e ter meu pequeno nos braços. 

 Tento me conhecer e ao meu filho também todos os dias mas não é nada fácil por em prática todo um planejamento e sonhos e entender que somos responsáveis pela construção de um sujeito, do caráter, se vai ser feliz ou não, isso realmente é complicado e assustador.

Deixei de ser apenas mulher e me tornei mãe. Algo muito maior, com um significado que somente entendemos quando nos tornamos uma. Meu corpo mudou, meus interesses, minhas predileções, em fim, muitas mudanças definitivas. Nada fácil nos primeiros meses. O sono e cansaço são os piores inimigos. Não há como viver uma transformação pessoal tão intensa e não ter a famosa “cara de mãe”. Mas eu não me importo, nunca me importei. Hoje sou mãe e ele vem em primeiro lugar.

Ainda tenho muito o que aprender, como ter paciência, lidar com os medos, com os palpites e “sabedorias alheias”, porque o mais incrível quando nos tornamos mãe é o julgamento social e familiar; todos sabem mais, muito mais que a gente. E quando me posicionei com relação a amamentação em livre demanda e prolongada, o que mais ouvi foi: “vai mimar esse“, “vai deixar baldoso”, etc.,

  A beleza do aleitamento materno no primeiro mês não existiu, só quem amamenta sabe; dores horríveis com o bico rachado devido a “pega errada”, seio empedrado, roupas molhadas devido ao vazamento de leite, etc. e para completar meu bebê teve refluxo. Por um período quase entrei em depressão achando que ele não queria mamar. Fui em mais de três pediatras, busquei apoio com consultora em amamentação e como nada adiantou, fui para a internet e descobri a causa; APLV, alergia a proteína do leite de vaca. Levei meu pequeno numa gastroenterologista de renome apenas para ter certeza. Frente a este diagnóstico, acabei mudando radicalmente não só minha alimentação como minha vida inteira. Se eu achava que já tinha virado de pernas para o ar, agora com a APLV seria de 180 graus.
Foi preciso fazer muitas renúncias, tanto na vida pessoal, familiar, social, e ainda na vida profissional, pois não havia a possibilidade de sequer comer um pãozinho fora de casa sem que este estivesse contaminado, muito menos haver a hipótese de tocarem no meu filho com mãos “cheias de proteína” devido aos cosméticos usados, então tive que parar de trabalhar para não arriscar contaminação na escolinha.

Voltei-me para meu pequeno e tudo que pensei foi nele, na cura da alergia e na maravilhosa aventura da maternidade. Neste caminho conheci pessoas maravilhosas e encantadoras que me abraçaram e auxiliaram a trilhar este caminho extremamente complexo que é a alergia alimentar e maternidade.

Assumi um novo papel, aprendi a enxergar a vida em outra perspectiva, descobri o amor incondicional, os medos, as angústias, o cansaço, a felicidade, a verdadeira responsabilidade, a importância do sono, da rotina e da boa alimentação.

A maternidade é cansativa e difícil, lidar com os “nãos” e dar limites é a pior parte, pois é impossível impor limites sem carregar uma adorável culpa mas é extremamente necessário. Uma das melhores coisas da maternidade é ouvir àquela vozinha chamando mamãe, ouvir a gargalhada, vê-lo dançar, brincar, correr e se divertir. Supera toda e qualquer dificuldade da maternidade.

Passei a dar valor às pequenas coisas, pequenos prazeres da vida e principalmente, passei a sentir necessidade de realizar outra atividade, algo que me desse a chance de estar mais perto do meu filho.

Dando vazão a este sentimento, me vi encantada com o mundo do lúdico e do brincar. Apaixonada pela infinidade de artigos e brinquedos infantis me vi enlouquecida para adquirir todos e enriquecer ainda mais o aprendizado do meu filho. Então tive a idéia de criar a Club4Kids, um Clube virtual de compra e locação de brinquedos e produtos infantis de 0 a 6 anos. A locação é o que mais me encanta, além de economizar, os pais podem oferecer ao seu filho uma gama riquíssima de produtos de altíssima qualidade, novos, e ainda evitar o consumismo e o amontoado de brinquedos pela casa, visto que o interesse das crianças pelos brinquedos tem pouca duração. 

Cada aspecto do Club4Kids foi pensado com muito carinho e atenção por mim para que os pais e crianças aceitassem essa idéia e aproveitassem ao máximo. Hoje O Club4Kids conta com parceiros incríveis, como o Clube de Mães e tem clientes maravilhosos aprovando e aproveitando o serviço prestado e indicando aos amigos. Tenho muito a agradecer a todos que hoje já fazem parte da família Club4Kids e principalmente ao meu filho que virou minha vida de pernas para o ar. 😀

Obrigada por hoje e sempre!

Abraço apertado.

Mariana Lock

Fundadora do Club4Kids

 

 

 

 

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